Seven Samurai (1954)

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Título Original: Seven Samurai (1954) 
Título no Brasil: Os Sete Samurais
País: Japão

<<Uma pobre vila sob ataque de bandidos recruta sete samurais desempregados para ajudá-los em sua defesa.>>

Quem viu esse filme consegue entender o motivo de Akira Kurosawa ser considerado um dos maiores diretores da história do cinema. Esse filme foi muito caro para a época e foi quase cancelado pelo estúdio, que estava fazendo Godzilla na mesma época e quase foi à falência. Ainda bem que o estúdio acabou desistindo da impressão que o filme poderia ser um fracasso, já que o mesmo é considerado um dos melhores da história por quase todas as listas de críticos que já vi.

Os Sete Samurais tem uma trilha maravilhosa e bem diferente das trilhas que o ocidente fazia na época, com melodias com momentos bem tristes e outros bem animados. A coreografia do filme é muito bem ensaiada, especialmente considerando que nenhum dos sete samurais sabia usar uma espada de verdade. As cenas utilizando cavalos são muito bem dirigidas, chegando até a me incomodar, de tão bem-feitas. Além disso, a cinematografia é impressionante, e a vila que criaram ficou muito legal. A edição do filme foi outra coisa que me impressionou bastante. Depois li que esse foi o primeiro filme que Kurosawa usou câmeras múltiplas, para que ele não tivesse que interromper o fluxo das cenas e pudesse editar o filme como quisesse na pós-produção. Depois disso, ele usou esse arranjo de câmeras para todos os seus filmes subsequentes. Além disso, as cenas de ação em câmera lenta foram revolucionárias na época.

Apesar de ser um drama com várias cenas de ação, o filme me fez rir bastante, principalmente Kikuchiyo, interpretado por Toshirô Mifune. Mesmo sendo um personagem extremamente caricato, ele me divertiu demais.

O filme tem alguns erros de continuidade, e as cenas de combate corpo-a-corpo são meio ruins, mas isso não tira o mérito desta ser uma obra-prima do cinema. As atuações são boas e os personagens são extremamente cativantes e bem construídos. Kurosawa desenvolveu o background de cada um dos samurais, com preferências alimentares, detalhes de personalidade, etc. Ele também fez a árvore genealógica da vila e determinou como os extras deveriam se relacionar. Nessa época, poucos diretores no mundo se preocupavam com esse nível de detalhes. Não tem como negar a genialidade dele.

Minha citação favorita foi a de Gisaku: “What’s the use of worrying about your beard when your head’s about to be taken?”. Algo como: pra que se preocupar com sua barba quando sua cabeça está prestes a ser tomada?

Nota: 9/10

SPOILER:

Meus samurais favoritos (trocando o Kambei pelo primeiro samurai a morrer), acabaram morrendo. Além disso, morreu o único morador da vila que eu gostava (o que Kikuchiyo sempre tirava sarro). Gostei bastante do final, principalmente quando Kambei diz que eles não ganharam, quem ganhou foram os fazendeiros. (“The farmers have won. We have lost”.)

~ por tcfaria em abril 2, 2013.

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